segunda-feira, 4 de março de 2013
quinta-feira, 24 de maio de 2012
ATUALIZAÇÃO/CORREÇÃO
26/maio – 9h30 às 12h30
Mesa redonda Mulheres e Produção Literária
- Anna Beatriz Paula (UFPR)
- Beatriz Polidori Zechlinski (UFPR)
- Lucia Cherem (UFPR)
- Coordenadora da mesa: Ana Paula Vosne Martins (UFPR)
Mesa redonda Mulheres e Produção Literária
- Anna Beatriz Paula (UFPR)
- Beatriz Polidori Zechlinski (UFPR)
- Lucia Cherem (UFPR)
- Coordenadora da mesa: Ana Paula Vosne Martins (UFPR)
sexta-feira, 4 de maio de 2012
quarta-feira, 25 de abril de 2012
PROGRAMAÇÃO DA PRIMEIRA JORNADA DE PESQUISA DO GRUPO "MULHERES E PRODUÇÃO CULTURAL"
PROGRAMAÇÃO DA PRIMEIRA JORNADA DE PESQUISA DO GRUPO
“MULHERES E PRODUÇÃO CULTURAL” 25-26 de maio de 2012
Coordenadora : Dra. Miriam Adelman, Programa de Pós-graduação em Sociologia, UFPR.
Vice coordenadora: Dra. Anna Beatriz Paula, SEPT, UFPR.
Sexta-feira, 25 de maio
Sessão 1. 9:00-12:00
Expositoras:
Cleusa Gomes, UNILA. “Gênero e práticas intersexuais no cinema latino americano”
Alexsandra Piasecka-Till, UFPR. “Atlas de bolso das mulheres” de Sylwia Chutnik: Intertextualidade, interdiscursividade e gênero social.”
Natália de Santana Guerellus, UFPR. “ Como um castelo de cartas: A construção da memória sobre a trajetória política de Rachel de Queiroz”
Daniele Shorne de Souza, UFPR. “A CIDADE DAS DAMAS E O SEU TESOURO: A PROBLEMATIZAÇÃO DA FEMINILIDADE POR CRISTINA DE PIZÁN NA FRANÇA DO INÍCIO DO SÉCULO XV
Joana Pupo, UEPG. “A INVISIBILIDADE DA AUTORIA FEMININA NO ROMANTISMO INGLÊS – A EXIGÊNCIA DE UMA MUDANÇA DE PARADIGMA”
Coordenadora da sessão: Ana Paula Vosne Martins, DEHIS/UFPR.
Sessão 2. 14:00-16:00
Flora Morena Maria Martini de Araújo. PARA ALÉM DE SOPHIE: A CONSTRUÇÃO DO MODELO FEMININO NAS OBRAS LES CONVERSATIONS D´EMILIE, DE MADAME D´ÉPINAY, E CORINNE, DE MADAME DE STAËL
Silvana Scarinci, PPGMúsica/UFPR. “Dido, Didon, Didone: três diferentes representações da personagem feminina de Virgílio em óperas do século XVII inglesa, francesa e italiana.”
Anadir dos Reis Miranda, DEHIS/UFPR. “Mary Wollstonecraft e a produção de romances sentimentais na Inglaterra Setecentista”
Coordenadora da sessão: Miriam Adelman, DECISO/UFPR.
Sessão 3. 16:30- 18:00
Maria Josele Bucco-Coelho, UFPR “Entre lugares discursivos: a ressemantização do sujeito subalterno na ficção histórica contemporânea”.
Miriam Adelman, DECISO/UFPR e Renata Senna Garrafoni, DEHIS/UFPR. “Escritoras da Geração Beat”.
Milena Costa de Souza, FAP. “Encontros Teóricos e Prática Artística: as teorias feministas e pós-colonial e o desenvolvimento da poética de Kara Walker”.
Coordenadora da sessão: Anna Beatriz Paula (SEPT, UFPR)
Local de sessões 1, 2 e 3: Sala da Pós-graduação em Sociologia (Rua General Carneiro, 460 9 andar)
Evento cultural: Homenagem à escritora e poeta Adrienne Rich, com leitura bi-lingue de poesias e discussão sobre a obra dela.
19:00 – 21:00 horas
Local: A ser confirmado!
Sábado, 26 de maio
Mesa Redonda: As Mulheres e a Produção Literária.
Local: Sala da Pós-graduação em História (Rua General Carneiro, 460, 6o andar)
Expositoras:
Beatriz Polidori Zechlinski, “Amizade e Criação Literária no Século XVII: Observações sobre os laçosafectivos entre Madame de La Fayette e Gilles Ménage.”
Anna Beatriz Paula, “Exílio e deslocamentos em Fasting and Feasting, de Anita Desai”
Coordenadora: Ana Paula Vosne Martins (DEHIS, UFPR)
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Paulina Chiziane no Brasil!
http://www.geledes.org.br/patrimonio-cultural/literario-cientifico/literatura/literatura-africana/13823-novelas-brasileiras-passam-imagem-de-pais-branco-critica-escritora-mocambicana
Brasília - "Temos medo do Brasil." Foi com um desabafo inesperado que a romancista moçambicana Paulina Chiziane chamou a atenção do público do seminário A Literatura Africana Contemporânea, que integra a programação da 1ª Bienal do Livro e da Leitura, em Brasília (DF). Ela se referia aos efeitos da presença, em Moçambique, de igrejas e templos brasileiros e de produtos culturais como as telenovelas que transmitem, na opinião dela, uma falsa imagem do país.
"Para nós, moçambicanos, a imagem do Brasil é a de um país branco ou, no máximo, mestiço. O único negro brasileiro bem-sucedido que reconhecemos como tal é o Pelé. Nas telenovelas, que são as responsáveis por definir a imagem que temos do Brasil, só vemos negros como carregadores ou como empregados domésticos. No topo [da representação social] estão os brancos. Esta é a imagem que o Brasil está vendendo ao mundo", criticou a autora, destacando que essas representações contribuem para perpetuar as desigualdades raciais e sociais existentes em seu país.
"De tanto ver nas novelas o branco mandando e o negro varrendo e carregando, o moçambicano passa a ver tal situação como aparentemente normal", sustenta Paulina, apontando para a mesma organização social em seu país.
A presença de igrejas brasileiras em território moçambicano também tem impactos negativos na cultura do país, na avaliação da escritora. "Quando uma ou várias igrejas chegam e nos dizem que nossa maneira de crer não é correta, que a melhor crença é a que elas trazem, isso significa destruir uma identidade cultural. Não há o respeito às crenças locais. Na cultura africana, um curandeiro é não apenas o médico tradicional, mas também o detentor de parte da história e da cultura popular", detacou Paulina, criticando os governos dos dois países que permitem a intervenção dessas instituições.
Primeira mulher a publicar um livro em Moçambique, Paulina procura fugir de estereótipos em sua obra, principalmente, os que limitam a mulher ao papel de dependente, incapaz de pensar por si só, condicionada a apenas servir.
"Gosto muito dos poetas de meu país, mas nunca encontrei na literatura que os homens escrevem o perfil de uma mulher inteira. É sempre a boca, as pernas, um único aspecto. Nunca a sabedoria infinita que provém das mulheres", disse Paulina, lembrando que, até a colonização europeia, cabia às mulheres desempenhar a função narrativa e de transmitir o conhecimento.
"Antes do colonialismo, a arte e a literatura eram femininas. Cabia às mulheres contar as histórias e, assim, socializar as crianças. Com o sistema colonial e o emprego do sistema de educação imperial, os homens passam a aprender a escrever e a contar as histórias. Por isso mesmo, ainda hoje, em Moçambique, há poucas mulheres escritoras", disse Paulina.
"Mesmo independentes [a partir de 1975], passamos a escrever a partir da educação europeia que havíamos recebido, levando os estereótipos e preconceitos que nos foram transmitidos. A sabedoria africana propriamente dita, a que é conhecida pelas mulheres, continua excluída. Isso para não dizer que mais da metade da população moçambicana não fala português e poucos são os autores que escrevem em outras línguas moçambicanas", disse Paulina.
Durante a bienal, foi relançado o livro Niketche, uma história de poligamia, de autoria da escritora moçambicana.".
Edição: Lílian Beraldo
Fonte: Agencia Brasil
Brasília - "Temos medo do Brasil." Foi com um desabafo inesperado que a romancista moçambicana Paulina Chiziane chamou a atenção do público do seminário A Literatura Africana Contemporânea, que integra a programação da 1ª Bienal do Livro e da Leitura, em Brasília (DF). Ela se referia aos efeitos da presença, em Moçambique, de igrejas e templos brasileiros e de produtos culturais como as telenovelas que transmitem, na opinião dela, uma falsa imagem do país.
"Para nós, moçambicanos, a imagem do Brasil é a de um país branco ou, no máximo, mestiço. O único negro brasileiro bem-sucedido que reconhecemos como tal é o Pelé. Nas telenovelas, que são as responsáveis por definir a imagem que temos do Brasil, só vemos negros como carregadores ou como empregados domésticos. No topo [da representação social] estão os brancos. Esta é a imagem que o Brasil está vendendo ao mundo", criticou a autora, destacando que essas representações contribuem para perpetuar as desigualdades raciais e sociais existentes em seu país.
"De tanto ver nas novelas o branco mandando e o negro varrendo e carregando, o moçambicano passa a ver tal situação como aparentemente normal", sustenta Paulina, apontando para a mesma organização social em seu país.
A presença de igrejas brasileiras em território moçambicano também tem impactos negativos na cultura do país, na avaliação da escritora. "Quando uma ou várias igrejas chegam e nos dizem que nossa maneira de crer não é correta, que a melhor crença é a que elas trazem, isso significa destruir uma identidade cultural. Não há o respeito às crenças locais. Na cultura africana, um curandeiro é não apenas o médico tradicional, mas também o detentor de parte da história e da cultura popular", detacou Paulina, criticando os governos dos dois países que permitem a intervenção dessas instituições.
Primeira mulher a publicar um livro em Moçambique, Paulina procura fugir de estereótipos em sua obra, principalmente, os que limitam a mulher ao papel de dependente, incapaz de pensar por si só, condicionada a apenas servir.
"Gosto muito dos poetas de meu país, mas nunca encontrei na literatura que os homens escrevem o perfil de uma mulher inteira. É sempre a boca, as pernas, um único aspecto. Nunca a sabedoria infinita que provém das mulheres", disse Paulina, lembrando que, até a colonização europeia, cabia às mulheres desempenhar a função narrativa e de transmitir o conhecimento.
"Antes do colonialismo, a arte e a literatura eram femininas. Cabia às mulheres contar as histórias e, assim, socializar as crianças. Com o sistema colonial e o emprego do sistema de educação imperial, os homens passam a aprender a escrever e a contar as histórias. Por isso mesmo, ainda hoje, em Moçambique, há poucas mulheres escritoras", disse Paulina.
"Mesmo independentes [a partir de 1975], passamos a escrever a partir da educação europeia que havíamos recebido, levando os estereótipos e preconceitos que nos foram transmitidos. A sabedoria africana propriamente dita, a que é conhecida pelas mulheres, continua excluída. Isso para não dizer que mais da metade da população moçambicana não fala português e poucos são os autores que escrevem em outras línguas moçambicanas", disse Paulina.
Durante a bienal, foi relançado o livro Niketche, uma história de poligamia, de autoria da escritora moçambicana.".
Edição: Lílian Beraldo
Fonte: Agencia Brasil
quinta-feira, 22 de março de 2012
31.03.2012
Local: Sala 612 do Departamento de História da UFPR
Prédio D. Pedro I - Campus Reitoria
PROGRAMAÇÃO
31/março - 9h30 às 12h30
As inscrições deverão ser realizadas até dia 31 de março através do e-mail lennitaruggi@hotmail.com
OBSERVAÇÃO: A mesa redonda do dia 26 de maio fará parte da PRIMEIRA JORNADA DE PESQUISA DO GRUPO DE PESQUISA "Mulheres e Produção Cultural". Maiores informações em breve!
I CICLO DE DEBATES DO NÚCLEO DE ESTUDOS DE GÊNERO
Convidamos para o I Ciclo de Debates do Núcleo de Estudos de Gênero que começará no dia 31/03/2012. Este evento visa difundir e aprofundar o debate de gênero na UFPR e comunidade, tratando de temáticas relativas à violência de gênero, ao mercado do sexo, à produção cultural e às políticas de gênero.Local: Sala 612 do Departamento de História da UFPR
Prédio D. Pedro I - Campus Reitoria
PROGRAMAÇÃO
31/março - 9h30 às 12h30
Mesa redonda Violência de Gênero
- Ricardo Marinelli (Coletivo Couve-Flor)
- Luci Aparecida Rocha Lubel (Rede de Atenção à Mulher em Situação de Violência em Curitiba)
- Coordenadora da mesa: Marlene Tamanini (UFPR)
28/abril – 9h30 às 12h30
Mesa redonda Mercado do Sexo
- Apresentação do documentário Programa de Senhoras (Olho Vivo, 2005)
- Larissa Pelucio (UFSCar)
- Coordenadora da mesa: Miriam Adelman (UFPR)
26/maio – 9h30 às 12h30
Mesa redonda Mulheres e Produção Literária
- Anna Beatriz Paula (UFPR)
- Beatriz Polidori Zechlinski (UFPR)
- Coordenadora da mesa: Ana Paula Vosne Martins (UFPR)
30/junho – 9h30 às 12h30
Mesa redonda Políticas de Gênero
- Janaína Xavier do Nascimento (UTFPR)
- Silvana Aparecida Mariano (UEM)
- Coordenadora da mesa: Marlene Tamanini (UFPR)
O evento terá 40 vagas.- Ricardo Marinelli (Coletivo Couve-Flor)
- Luci Aparecida Rocha Lubel (Rede de Atenção à Mulher em Situação de Violência em Curitiba)
- Coordenadora da mesa: Marlene Tamanini (UFPR)
28/abril – 9h30 às 12h30
Mesa redonda Mercado do Sexo
- Apresentação do documentário Programa de Senhoras (Olho Vivo, 2005)
- Larissa Pelucio (UFSCar)
- Coordenadora da mesa: Miriam Adelman (UFPR)
26/maio – 9h30 às 12h30
Mesa redonda Mulheres e Produção Literária
- Anna Beatriz Paula (UFPR)
- Beatriz Polidori Zechlinski (UFPR)
- Coordenadora da mesa: Ana Paula Vosne Martins (UFPR)
30/junho – 9h30 às 12h30
Mesa redonda Políticas de Gênero
- Janaína Xavier do Nascimento (UTFPR)
- Silvana Aparecida Mariano (UEM)
- Coordenadora da mesa: Marlene Tamanini (UFPR)
As inscrições deverão ser realizadas até dia 31 de março através do e-mail lennitaruggi@hotmail.com
OBSERVAÇÃO: A mesa redonda do dia 26 de maio fará parte da PRIMEIRA JORNADA DE PESQUISA DO GRUPO DE PESQUISA "Mulheres e Produção Cultural". Maiores informações em breve!
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Escritoras: vozes e visões, de Virginia Woolf a Clarice Lispector e as escritoras da geração Beat
[...] pensei no órgão ressoando na capela e nas portas fechadas da biblioteca; e pensei em como é desagradável se ser trancada do lado de fora; e pensei em como talvez seja pior se ser trancada do lado de dentro; e, pensando na segurança e na prosperidade de um sexo e na pobreza e insegurança do outro; e no efeito da tradição e na falta da tradição na mente de um escritor , pensei finalmente que era hora de recolher a carcaça amarfanhada do dia , com suas discussões e impressões e sua raiva e seu riso; e atirá-la num canto. Milhares de estrelas cintilavam nos ermos azuis do céu. Parecia que estava a sós com uma companhia inescrutável.”
Virginia Woolf, Um Teto todo Seu.
Parto deste epigrafe, retirado do famoso ensaio da Virginia Woolf sobre o fazer literário e as mulheres, sobre os efeitos materiais e simbólicos de se encontrar “do lado de fora” das instituições do saber e do cânone. Talvez a primeira manifestação modernista deste tipo, é com certeza uma das mais belas e serve para inspirar estas resumidas reflexões sobre a emergência histórica de vozes e visões femininas. Isto é, vou falar sobre como vozes de mulheres irrompem no palco – parto histórico difícil! – da “tradição” literária e filosófica, e da teoria social moderna também, a conquista da posição de interlocutora/s. É um processo que pertence de uma forma particular à história do século XX e como tal, faz parte das conquistas do feminismo – o que de nenhuma maneira equivale dizer que todas as mulheres que conquistam este espaço se identifiquem como feministas ou com o feminismo. Ainda mais, o reconhecimento da importante produção de textos escritos por mulheres, produção que vai in crescendo ao longo do século, também dista muito de representar uma defesa do conceito de “escrita feminina” – importante discussão que se deu na crítica literária feminista sobre a possibilidade de identificar formas narrativas particularmente “femininas”, mas que produziu uma serie de problemas, como bem alerta a crítica literária argentina Alejandra Josiewicz. 1 Quando falo aqui sobre mulheres escritoras, não parto do princípio de formas de escrever necessariamente compartilhadas por elas senão aponto para a conquista de novos lugares da fala, lugares nos quais as experiências diversas vividas por mulheres diversas e diferentes entre si, gozam de nova legitimidade. Ler o que elas escrevem nos permite então apreender outras experiências e por vezes modificar concepções da vida individual e social que foram – como Virginia Woolf e Simone de Beauvoir tão bem nos alertaram – historicamente formuladas a partir de experiências masculinas, apoiadas em formas informais e institucionais de exclusão. Como noutro lugar já escrevi (Adelman, 2007), focalizo aqui a contribuição de escritoras modernistas - mulheres que “produziam cultura” (strito sensu) basicamente na fase que vai desde as últimas décadas S.XIX até o momento da revolução da “segunda onda feminista”. O que vai se produzir a partir principalmente deste segundo momento é o contexto de escuta. Como veremos aqui, à maneira de conclusão, é que o legado das pioneiras virá a fruição nesse novo momento em que muitas mulheres – como parte de um movimento que se faz massiva – ganham acesso aos espaços institucionais da cultura. Um ganho, mas também uma batalha que continua hoje...
O texto completo desta fala - proferido no dia 10 de dezembro de 2011, no evento A Hora da Clarice, na Livraria da Casa, Curitiba - vocês encontram no
http://ufpr.academia.edu/MiriamAdelman/Papers/1232323/Escritoras_de_Virginia_Woolf_a_Clarice_Lispector_e_as_escritoras_da_Geracao_Beat
Colegas, vamos compartilhando nosso trabalho!!
abraço, Miriam
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